A Revista NAVIGATOR é dirigida a professores, pesquisadores e alunos de História e tem como propósito promover e incentivar o debate e a pesquisa sobre temas de História Marítima no meio acadêmico.





“Não havia um coração que não fosse presa dos mais desencontrados sentimentos”:
A Passagem de Humaitá, projetos de nação e representações da guerra
There was not a heart that was not stuck in the most mismatched feelings:
Humaitá Passage, national projects and war representations

Fernanda Deminicis de Albuquerque
Mestranda em Artes & Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).
Marcello José Gomes Loureiro
Doutor em História e Civilização pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS-Paris) e Doutor em História Social pelo PPGHIS-UFRJ. Pós-doutorando pelo PPGH-UFF


RESUMO
O propósito deste artigo é discutir como a prática da guerra pode ser consoante com um discurso que enfatiza a necessidade de civilização. Assim, a partir das reflexões kantianas, alcançamos uma concepção estética que acabaria por influenciar o movimento romântico ao longo do século XIX. Tais noções reverberam no Império do Brasil, ainda que indiretamente, graças à circulação de ideias e de pessoas. Na última seção deste artigo, debruçamo-nos nomeadamente sobre a obra A Passagem de Humaitá, pintada por Edoardo De Martino

PALAVRAS-CHAVE: Guerra; Civilização; Representação; Humaitá

(Veja o artigo na íntegra na versão PDF)

ABSTRACT
The purpose of this article is to discuss how the practice of war can be consonant with a discourse that emphasizes the need for civilization. Thus, from the Kantian reflections, we reached an aesthetic conception that would end up influencing the romantic movement throughout the nineteenth century. Such notions reverberate in the Brazilian Empire, albeit indirectly, thanks to the circulation of ideas and people. In the last section of this article, we focus on the work A Passage of Humaitá, painted by Edoardo De Martino.

KEYWORDS: War; Civilization; Representation; Humaitá